O cliente é realmente quem manda e quem dita as regras no ramo comercial? Em alguns estabelecimentos, sim; em outros, não. Manifesto cá neste espaço minha insatisfação com atendimento de quinta categoria em alguns de nossos estabelecimentos comerciais. Objetivo do post é fomentar o debate.
No sábado, ao deixar considerável soma num posto de combustíveis aqui do bairro Serraria, entrada para o Ouro Preto, em Maceió, deparei-me com atendimento medíocre dentro da loja de conveniência, onde ouvi o seguinte discurso: "O patrão mandou a gente não deixar o cliente sentar à mesa".
Cara amarrada....
Tínhamos solicitado que as cadeiras e a mesa guardadas num canto de parede fossem montadas para que pudéssemos ler enquanto trocavam o óleo do motor de nosso possante. Cara amarrada, a atendente só concordou com o pedido quando indagamos: "Acha que vou pagar para não ter conforto?"
Aí, a gerente do negócio chegou. Também com cara amarrada, mandou a subalterna montar as cadeiras, o que foi feito contra sua vontade. 40 minutos depois, paguei pelo serviço [excelente na atividade fim, a troca do óleo] e muito ruim no meio de campo [atendimento ao cliente].
"Bom dia...Como tem passado?..."
Rumamos à rodovia AL 101 Sul. Ali na Massagueira, município de Marechal Deodoro, a pequena vendedora de cocadas, uma garota de 9 anos, mostrou o que é atender com qualidade. "Bom dia, senhor! Como tem passado? Se o senhor levar apenas uma, sai mais caro. Sugiro que leve duas [cocadas]".
Ao final da compra, seguida de um sorriso capaz de cativar qualquer bicho bruto, ouvi o seguinte: "Faça muito boa viagem. E no retorno, passe aqui na nossa barraca". Honestamente, a gerência do posto de combustíveis na Serraria poderia aprender um pouco mais com a vendedora de cocadas. |