Maikel Marques
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Gravatá (PE) - A visita ao Memorial de Gravatá, que conta a história do município, me reservaria uma surpresa: diante do prédio tomou o homem cujo nome batiza a principal avenida do Jacintinho, Cleto Campelo.
Observava as relíquias do passado municipal quando o guia de turismo me puxou pelo braço e me conduziu à sala dedicada à memória do desertor do Exército que promoveu motim e queria se unir à Coluna Prestes.
Explicou-me o guia que, em fevereiro de 1926, Cleto tomou de assalto um trem em Recife e obrigou o maquinista a seguir viagem até o lugarejo hoje conhecido como Arcoverde, onde não conseguiu chegar.
"De cidade em cidade, ele e os comparsas libertavam presos. O objetivo era encontrar Luís Carlos Prestes. A viagem terminou aqui em Gravatá, quando ele foi abatido", contou-me.
Se não fosse abatido ou preso, Cleto dificilmente conseguiria levar a locomotiva adiante. Motivo: os trilhos da linha férrea tinham sido arrancados pelos aliados do Governo local na próxima cidade, Bezerros.
Pela ousadia de lutar contra as injustiças praticadas pelo governo brasileiro daquela época, Cleto batizou não só a rua onde foi executado como também logradouros públicos em todo o país.
Eis a razão pela qual batizaram de Avenida Cleto Campelo a principal via do bairro do Jacintinho, aqui em Maceió, nas Alagoas. Confesso-lhes que desconhecia a origem do tal revolucionário.
Satisfeito com as explicações do guia turístico, registrei a placa diante do prédio que diz ali ter tombado, em 18 de fevereiro de 1926, o ex-tenente do Exército Brasileiro, e dei continuidade ao passeio.
Fui ao ponto mais alto da cidade. Lá, também se destaca uma imagem do Cristo. Está fincada sobre um rochedo que, dizem por lá, está dividido graças aos raios originados nos céus de Pernambuco.
Passei pela fissura feita na rocha. Sensação interessante, mas estranha. Fui à velha estação ferroviária que concentra um pouco de tudo o que os artesãos locais produzem e disponibilizam ao público.
Outro ponto interessante que merece uma visita é o "velho" Mercado Público. Foi revitalizado recentemente. É bem aconchegante. As praças bem cuidadas e as igrejas também são atrações interessantes.
Abasteci o estômago num restaurante bem legal, o Italianíssimo. É de propriedade de uma empresária que rodou o mundo e proporciona à clientela cardápio internacional e variadíssimo. Recomendo!
O passeio de um dia terminou numa rua (Duarte Coelho, se não estou enganado). É lá que estão a maioria das lojas do "Polo Moveleiro". Preços acessíveis para peças de excelente qualidade.
Enfim, curti Gravatá! É um lugar acolhedor e interessante. Depois, regressei ao conforto do Hotel Fazenda Céu Aberto, distante pouco mais de três quilômetros do centro do município.
Em ritmo de férias!
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