Ao visitar alguns dos mais férteis redutos eleitorais, alguns dos candidatos ao governo das Alagoas desfilam ao lado da primeira-dama ou então do secretariado municipal porque o gerente da cidade diz não poder descumprir compromisso de rezar no missal de seu verdadeiro candidato.
Há muito gestor público sem um pingo de coragem de assumir sua verdadeira preferência [ou conveniência] político-partidária. Há, no entanto, prefeito “independente” corajoso que declara voto para um lado enquanto a “autêntica” primeira-dama une forças com o time oposicionista.
Esse tipo de situação, comum em boa parte de nossos currais eleitorais, nada mais é do que estrategia de político astuto que não consegue conduzir seu rebanho familiar sem o vínculo estreito com o atual governador ou com quem possa estar em seu lugar a partir de 2011.
Não sejamos inocentes. A regra da conveniência também se aplica à campanha majoritária. Alguns candidatos ao governo e ao Senado também driblam o decoro partidário para aparecer de repente em algumas cidades desfilando ao lado de quem saltita de puleiro em puleiro.
Muita gente ainda vai mudar de lado, apostando que o melhor caminho é se orientar por pesquisas de intenção de voto para ficar sempre perto do conforto governista.
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