Maikel Marques
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Caruaru (PE) – Pouco mais de 140 quilômetros separam Maceió de Caruaru, a metrópole do interior pernambucano situada na região Agreste do estado que é tido como a locomotiva do Nordeste.
A viagem de pouco mais de duas horas começa e termina na BR 104, mas reserva aos viajantes a sensação de que, do lado de cá da divisa, há muito mais pujança econômica.
Guiava meu possante pela rodovia de acesso ao centro do município quando me deparei com um outdoor gigante em que o governo pernambucano pedia desculpas aos motoristas.
“Pernambuco está em obras. Desculpem-nos os transtornos. Boa viagem”. Eis o conteúdo da mensagem aos que se impacientavam com as interrupções no tráfego da rodovia...
...federal BR 104, que está sendo duplicada no trecho que compreende o território caruaruense. Cá, as autoridades enaltecem à exaustão os benefícios da duplicação da via.
Associam – com toda razão – a duplicação ao progresso econômico. Estão certos. O tráfego lento que tanto atrasa a vida do condutor vai, aos poucos, ficando no passado...
...aqui no Pernambuco. Gestores de outras cidades – é o caso de Agrestina – também festejam a ampliação da rodovia através da qual milhares de alagoanos vão...
...ao Polo Comercial de Caruaru, uma espécie de shopping popular onde são comercializadas milhares de roupas produzidas na região e exportadas para todo o Nordeste.
Lembrei-me, quando aqui cheguei, dos cinco galpões à beira da BR 104, no município alagoano de Murici, onde estão montadas fábricas de roupas. Torço, caros leitores,...
... para que os empreendimentos alagoanos tenham um pouco do êxito alcançado pelo trecho entre Caruaru e Toritama, batizado pela mídia local de “Rodovia do Jeans”.
Que o incentivo às confecções aí nas Alagoas seja responsável pela atração de turistas de todo o Nordeste, o que é realidade aqui quando o assunto é comprar roupa barata.
Fui ao Polo Comercial. Não pude deixar de adquirir algumas das peças por aqui fabricadas. Motivo: preços acessíveis e qualidade semelhante a de renomadas grifes nacionais.
Encontrei diversos alagoanos, alguns dos quais sacoleiros. Eles abastecem seus estoques aqui. Contribuem para o progresso da economia local e revendem peças nas Alagoas.
Vêm e vão pela BR 104, que começou a ser duplicada em 2009 e está orçada em R$ 304 milhões.
Em ritmo de férias!
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