Maikel Marques
maikelmarques@uol.com.br
Boa noite, meus amigos!
No primeiro dia de labuta depois das férias de 30 dias, percebi que as novidades continuam sendo velhas. É que fui ao Ministério Púiblico do Trabalho (MPT), no bairro de Mangabeiras, apurar informações sobre a interdição de matadouros públicos no interior do estado.
Como já é de conhecido público, os fiscais da lei proibiram o abate de bovinos, caprinos e suínos em Porto Calvo e Matriz do Camaragibe, na região norte. Motivo:absoluta falta de condições de higiene e segurança para os "profissionais" que dali tiram o sustento de suas famílias.
O abate clandestino de animais não é novidade cá nas Alagoas. Quando dava meus primeiros passos profissionais, a partir da surcusal Arapiraca, reportar este tipo de informação - e seus desdobramentos - era muito comum. Era? Ou melhor: continua sendo muito comum.
Mais de uma década depois de minha estreia como jornalista profissional, percebo que a turma eleita pelo povão - salvo raras exceções - não consegue viabilizar recursos para construção de abatedouros segundo os padrões aceitáveis de higiene e segurança laboral.
Vez em quanto a gente se depara com as novas velhas notícias sobre a sujeira, imundície e até podridões em abatedouros públicos. É quando a gente olha para o prato de comida e pensa: como terá sido o abate do animal cujos pedaços vou mastigar, engolir, digerir e eliminar?
Quando leio sobre o abate irregular de animais, tenho a certeza de que nossa economia funciona com resquícios dos tempos medievais, sem qualquer preocupação com normas mínimas de higiene. É, pois, o caso destes famigerados abatedouros de fundo de quintal.
A propósito, caros leitores, a suculenta carne que você consumiu hoje tem procedência conhecida ou duvidosa?
Estou no Twitter! @maikelmarques
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