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Sexta-feira, 10/6/2016 - 00h02
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Rede Nobel vai inaugurar livraria no Arapiraca Garden Shopping

O passo inicial foi dado para a instalação da maior rede de livrarias do Brasil, no Arapiraca Garden Shopping. O contrato que possibilita a instalação da Nobel, a primeira livraria de Arapiraca, no primeiro shopping do interior alagoano, já foi assinado.

O projeto administrativo segue e em breve será divulgada a data prevista par a inauguração da loja, que ampliará oferta de produtos e serviços no shopping. Com essa novidade, o público do agreste alagoano vai poder experimentar um conceito diferente de livraria; a Rede Nobel é um centro de entretenimento e cultura que oferece produtos de diversos segmentos.

“Ver chegando ao Arapiraca Garden Shopping uma marca como a Livraria Nobel, que se preocupa também com uma estrutura que preza pelo enriquecimento cultural das pessoas, é de uma satisfação enorme. O conhecimento abre as portas para o futuro e o shopping está sempre disposto a contribuir com essa ideia”, avalia o superintendente do Shopping, Leandro Lourenço.

Além de livros, a rede oferece produtos no segmento de papelaria, informática, games, jogos de tabuleiro, revistaria, entre outros. A rede de livraria Nobel existe há mais de 70 anos no mercado, sendo reconhecida pela qualidade dos produtos, atendimento diferenciado e prestação de serviços.

 


 
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Quinta-feira, 17/3/2016 - 01h02
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Bosque em Defesa da Vida agoniza e está quase morto, na Ufal

O Bosque em Defesa da Vida, criado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), para simbolizar as vítimas da violência, está quase morto. A área não recebe manutenção desde novembro de 2015. As árvores não são regadas, muitas das placas que identificam os homenageados e contam suas respectivas histórias estão caídas e a altura do capim esconde as que ainda estão de pé.

O espaço deixou de receber a devida manutenção quando do fim do convênio com a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) de Alagoas, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pela assessoria de Comunicação da Universiadade Federal de Alagoas (Ufal).

Familiares de vítimas da violência em Alagoas, além de professores, cobraram da reitoria da Ufal a manutenção do espaço.  Para Olga Miranda, cujo pai é desaparecido político desde 1979, a criação do local foi uma felicidade para a família. 

“Jaime Miranda, meu pai, não tem corpo para a gente velar, então o fato de ter uma árvore com o nome dele é muito simbólico e representativo para nós. Fiquei muito feliz pela Ufal se preocupar conosco e por Alagoas se lembrar de um alagoano”,avisou.

O vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas, José Vieira, prometeu tomar providências.

 


 
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Quinta-feira, 17/3/2016 - 00h59
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Governo Federal reconhece potencial turístico de Arapiraca

O Ministério do Turismo (MTur) reconheceu o potencial turístico de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. De acordo com nova metodologia de avaliação, a cidade está inserida na categoria B do turismo brasileiro. Ao todo, 50 cidades alagoanas aparecem no mapa nacional do turismo. Os destaques locais continuam sendo Maceió e Maragogi, no Litoral Norte.

Arapiraca está no mesmo time de Maragogi, segundo mairo destino turístico de Alagoas. Em sua página na internet, o MTur não traz, infelizmente, informações detalhadas sobre o número de leitos nem tampouco sobre a lotação média dos hotéis da metrópole agrestina. 

A cidade tem, aliás, hotéis de tudo o que é nível e compatível com tudo o que é padrão de exigência. Um exemplo do quão promissora é a atividade turística da cidade: a redente inauguração de uma filial da rede Ibis, presente nos quatro cantos do planeta.

Arrisco dizer: de segunda-feira a quinta-feira, os hotéis de Arapiraca "bombam". Estão quase sempre com elevada taxa de ocupação de leitos graças ao turismo de negócios, que sempre foi muito próspero e vem se desenvolvendo com bastante força nos últimos anos.

Salvo engano, a taxa de ocupação hoteleira de Arapiraca  decresce nos finais de semana, ao contrário do que ocorre em Maragogi, na região Norte. O reconhecimento do MTur ao pontecial turístico de Arapiraca é a oportunidade para que haja maior incentivo ao segmento.

Dos critérios nacionais para garantir a junção de 3.345 municípios com potencialidade turística, o número de estabelecimentos formais do setor de hospedagem é, em minha opinião, um dos principais responsáveis pela inserção de Arapiraca na rota do turismo nacional.

Atualmente, a pasta do Turismo está atrelada à Cultura.  Num futuro próximo, poderia ganhar independência. Ou não?

 


 
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Quarta-feira, 13/1/2016 - 15h22
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Litro de gasolina já custa R$ 3,99, em alguns postos de Maceió

Maikel Marques
marques.jornalista@gmail.com

Ontem, depois de inúmeros anúncios dizendo que o litro da gasolina chegou aos R$ 3,99, achei uma publicidade vendendo o combustível a R$ 3,52. Barato não estava. Aproveitei a "promoção" e abasteci o tanque do possante, mas sem compreender o porquê da carestia.

É cartel? É esperteza? Qual a explicação? Aumento da alíquota do ICMS pelo Governo das Alagoas não houve. Aumento do produto na origem (refinaria) também não houve. Houve? Será consequência do aumento do salário mínimo, nobres empresários? É o que?

É o dólar! É o euro! É o que?

 


 
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Terça-feira, 24/11/2015 - 02h51
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"Vida Boa": deliciosas histórias contadas pelo Bartolomeu Barros
Imagem / Maikel Marques
Vida Boa é o primeiro livro do santanense Bartolomeu Barros

Vida boa. Isso mesmo. Vida boa

Eis  o título do primeiro livro do senhor Bartolomeu Barros, santanense, empresário, considerado, não apenas pelo filho Francisco José Aquino Barros, mas por centenas de sertanejos, “um exímio observador do comportamento geral das pessoas ao seu redor”. Pois bem.

Deparei-me com a obra do Seu Bartolomeu sábado, quando inicial visita à Bienal Internacional do Livro de Alagoas, organizada pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), onde dei meus primeiros passos jornalísticos, como estagiário, no final da década de 90.

Atraído pelo título, sugestivo e certeiro, por retratar o bom-humor e a altivez de seu autor, caminhei até a prateleira onde outras obras do SWA Instituto, do editor José Fontes Malta Neto, o Malta Net, estavam - e ainda estão - expostas.

Peguei um dos exemplares. Abri-o. Virei a primeira página. Parei na “orelha”. Conferi o conteúdo, escrito pelo filho do autor. Interessei-me pelo que viria nas páginas seguintes: diversas histórias, em formato de crônica, sobre personagens da vida santanense. 

Aleatoriamente, abri o livro na página 89. Reconheci a personagem: Seu Leuzinger Alves de Melo, meu avô paterno. Rapidinho, li o resumo sobre a vida e o legado do “trabalhador, atencioso, muito econômico, competente e dedicado” Leuzinger Alves.

Algumas das histórias resgatadas pelo Bartolomeu rapidamente ressurgiram em minha mente, principalmente aquelas relacionadas ao uso racional de recursos hídricos e energéticos, numa época em que fornecimento de água e de luz era precaríssimo.

Enfim, o livro inicial do Seu Bartolomeu traz muito mais. Conta a história do Doutor Adelson e seu macaco prego, do José Arrais Onofre, do eterno servente, do gênio santanense e de tantos outros que deixaram sua marca na vida da comunidade santanense.

“Ele (Bartolomeu Barros) já está preparando o segundo livro”, avisou-me o editor José Fontes Malta Neto, fomentador cultural e “pai” de uma infinidade de títulos de autores alagoanos, incluindo os santanenses, já lançados ou na iminência do lançamento. 

 


 
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Terça-feira, 19/5/2015 - 16h44
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Por que sua vida está em risco caso precise de leito de UTI em Alagoas?

Maikel Marques
marques.jornalista@gmail.com

Atenção, cidadão residente em Alagoas!

Se você não tiver plano de saúde e precisar de internação urgente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), são grandes as chances de sua vida ser abreviada por causa da ausência de leitos para assistência pelo SUS.

Nos links postados abaixo, você compreende melhor a situação. São um resumo de reportagem publicada domingo, no caderno de Cidades da Gazeta de Alagoas.

1. Faltam leitos em UTIs de Alagoas

2. Diárias de pacientes é de R$ 1,5 mil

3. Maioria dos internos no HGE é do interior

4. Estado só tem 45 médicos intensivistas

5. Número de vagas disponíveis está abaixo do ideal

6. País perdeu 189 mil unidades em 18 anos

 


 
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Lamentável essa situação. Existe algo sendo feito para resolver isso w
Lucas Carnaúba de Oliveira
São Paulo
advogado
 
 
Quinta-feira, 07/5/2015 - 08h16
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Você já comprou o presente de sua mãe? Não? Ainda não? Por que?

Maikel Marques
marques.jornalista@gmail.com

Fui, ontem, ao centro para dialogar com consumidores que percorriam lojas diversas em busca dos presentes para suas mamães.

Ouvi muitas histórias interessantes, dentre as quais a de uma mãe que costuma se presentear porque não gosta de presentes tradicionais.

"Costumo me presentear", contou-me, mostrando bolsa moderna. Seus filhos não devem presenteá-la com panelas, fogão, por exemplo.

Deparei-me com outra mãe acompanhada do esposo e da filha de dez anos. A filha escolheu os presentes e o pai pagou a conta.

"Vim escolher o que queria ganhar", contou-me. De um gerente de loja de sapatos, outra declaração interessante.

"Percebo que os filhos geralmente mandam a mulher ou namorda comprar o presente da mãe dele e da sogra também". 

Reforçamos: todo dia é dia de mãe, mas o comércio comemora a data no próximo domingo. Não se esqueça!

Mais no caderno de Cidades da Gazeta, edição de hoje.

 


 
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Quinta-feira, 23/4/2015 - 07h00
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Vereadores de Delmiro debatem causa de mancha escura, sexta

Maikel Marques
marques.jornalista@gmail.com

O Poder Legislativo de Delmiro Gouveia promove, nesta sexta-feira (24), às 10h, audiência pública para debater as causa da "mancha escura" que apareceu nas águas do Rio São Francisco.

"Face à grandiosidade do caso" - diz trecho do convite oficial enviado pela assessoria de imprensa do Legislativo - entidades e repesentantes dos poderes constituídos estão convocados para o debate.

Importante reforçar: a "mancha escura" ocupou 28 quilômetros de extensão, no leito do lago de Xingó, formado pelo represamento das águas do Velho Chico pela Usina de Xingó, entre Alagoas e Sergipe.

A liberação de material orgânico das barragens de duas usinas da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), em Paulo Afonso (BA), "despertou" material orgânico "aodrmecido" no fundo do  São Francisco.

Resultado da "proliferação algal": mancha escura.

A direção da Chesf nunca disse concordar com a explicação do IMA de que a mancha tenha sido provocada pela liberação dos efluentes (resíduos) das duas barragens, depois de esvaziamento para limpeza.

Que o debate no Legislativo de Delmiro seja esclarecedor.

Espera-se!

Tô no Twitter: @maikelmarques

 


 
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Quarta-feira, 22/4/2015 - 17h56
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'Do 1º de abril ao 1º de maio! Descobrir ou terceirizar o Brasil?'
Imagem / Divulgação
José dos Santos preside a Associação dos Magistrados do Trabalho em AL

José dos Santos Júnior *
Especial para o Blog

Recheado no Brasil de datas marcantes, abril poderá emplacar mais uma na memória coletiva nacional. Encontra-se na reta final no âmbito da Câmara dos Deputados em Brasília, sob a regência do seu Presidente, Dep. Eduardo Cunha, o Projeto de Lei n. 4330, substitutivo de autoria do Dep. Arthur Maia (SD/BA), cuja ideia central permite o desenvolvimento empresarial sem necessidade de manutenção de postos de trabalho próprios.

Em outras palavras, o empresário brasileiro não precisará de empregados, doravante basta apenas a contratação de outro empresário. Este não comercializará bens ou serviços. A oferta será apenas de mão-de-obra.É algo mágico!

Promete impulsionar o Brasil aos píncaros dos países de economia competitiva, um berço esplendido de desenvolvimento, calcado na ideia de que não há por que exigir gastos com empregados próprios para explorar qualquer atividade econômica.

A promessa legislativa encontraria espaço nas obras literárias do chamado Realismo Fantástico.  Gabriel Garcia Marques e Jorge Luís Borges, expoentes da referida escola, poderiam com maestria construir e desconstruir o tema. Na pintura, as tintas surreais de Salvador Dali cairiam bem no retrato do PL da Terceirização.

O primeiro dia de abril convida anualmente a um redobrado estado de alerta, a fim de não sairmos vitimados do exercício da “boa mentira”, jocosamente praticada em casa, no trabalho, e nas ruas do bem-humorado Brasil. Contam que a data a ganhou nossas praças com o lançamento em Minas Gerais do periódico 

“A Mentira” em 1º de abril de 1829, cuja primeira falsa notícia versou sobre o falecimento de D. Pedro, por sinal, desmentida no dia seguinte. Noutra versão, claramente, mentirosa, os portugueses teriam instituído o dia da mentira em 1º de abril de 1.501, cansados das peças pregadas pelos indígenas com falsas notícias da existência de pedras preciosas em lugares inacessíveis.

Procede, entretanto, a informação de que a celebração dos valores da cultura indígena no dia 19 de abril restou incorporada ao nosso país pelo Decreto-Lei n. 5.540 de 1943, sancionado por Getúlio Vargas, aderindo ao deliberado no 1º Congresso Indigenista Interamericano de 1940, realizado na cidade do México.

No mesmo ano, Getúlio Vargas sancionou a Consolidação das Leis do Trabalho, Decreto-Lei n. 5.452 de 43. Nada parece ser por acaso neste mundo tropical.

Abril adentro e chegamos no dia 22, quando em 1.500, “descobriu-se um Brasil”. Território até então povoado apenas pela natureza e suas leis, período melodicamente resumido nas doces palavras da Baby Consuelo: “antes que os homens pisassem nas ricas e férteis terras Brasilis, todo dia era dia de índio”.  

Rezada a primeira missa, os colonizadores decretaram logo que:  todo dia era dia de trabalho do índio na exploração da descomunal e rica reserva do ouro vermelho! Os escravos da terra assumiram o corte do pau-brasil e o seu transporte para os navios portugueses, recebendo em troca roupas coloridas, espelhos, canivetes, facas, etc.

Os defensores do PL da Terceirização ampla do trabalho anunciam que sua aprovação desbravará uma mina de ouro de direitos trabalhistas. Pouco dizem sobre quais direitos serão acrescentados aos terceirizados; e muito omitem sobre a proteção legal já existente no Brasil para todos os trabalhadores, inclusive, os chamados terceirizados. 

No site da Confederação Nacional das Indústrias, uma das apoiadoras do PL da Terceirização, encontramos interessante entrevista. Nesta, o conhecido professor da USP, José Pastore, anuncia como uma grandiosa vantagem trazida pelo PL n. 4330: “o direito do terceirizado de utilizar as facilidades oferecidas pela contratante a seus próprios empregados, como refeitórios, serviço médico interno e transporte.” 

A novidade dos presentes ofertadas aos índios nos primórdios da nação certamente despertou muito mais interesse. A séria verdade é que trabalhador terceirizado tem direito garantido o recebimento de férias, FGTS, salário mínimo, 13º, adicional noturno, salário-família, horas extras, aviso prévio, licenças gestante e paternidade, ambiente de trabalho seguro, adicionais de insalubridade e periculosidade, etc. 

É o que garante o art. 7º da Constituição Cidadã, promulgada na primavera de 1988 como expressão do desejo de respirar o melhor da Dignidade, da Cidadania e da Democracia.

A terceirização no Brasil encontra seus limites e efeitos bem definidos nas Leis n. 6.019/74 e 7.102/83, e na Jurisprudência pacificada da Justiça do Trabalho (Súmula n. 331 do TST).

Temos Leis em vigor destinadas a evitar a transformação do trabalhador em mercadoria posta na prateleira para uso e reuso de diversos tomadores. Aqui se cumpridas as promessas constitucionais jamais deveria vingar ou passar impunimente qualquer modelo de exploração do trabalhador capaz de despersonalizá-lo, retirar-lhe a identidade profissional, vilipendiar sua condição humana.

Condição humana quase sempre esquecida quando imposta sem peias a ideia da terceirização de atividade-fim das empresas, foco de proliferação de trabalho degradante, fértil em atentado aos direitos trabalhistas mínimos.

Duvida? 

Pegue seu Smartphone, fabricado por felizes trabalhadores terceirizados de países distantes milhares de quilômetros e direitos do nosso, acione o Google ou a ferramenta de sua preferência, e pesquise os termos: “terceirização, bolivianos, trabalho”.  

Se tiver mais um tempinho, antes de calçar o seu tênis de marca, produzido naquela moderna fábrica terceirizada, localizada em países sem o “custo brasil”, pesquise: “acidentes de trabalho, óbito, trabalhadores terceirizados, ausência de treinamento”.

A transformação em Lei do PL n. 4330, semeará a proliferação de empresas constituídas  apenas de capital, sem quadro de trabalhadores treinados e sujeitos diretamente as suas próprias diretrizes.

Empresas de aviação sem pilotos para chamar de seus, transportadoras sem motoristas próprias, restaurantes sem cozinheiros vinculados aos seus cardápios. Empregos não serão criados, mas transformados em postos de trabalho terceirizados com salários cada vez mais baixos! 

É preciso referir o 21 de abril. Lembramos a simbologia do grito de liberdade da Inconfidência Mineira, sufocado com a morte de Tiradentes no ano de 1972. Festejamos no mesmo 21 o aniversário de Brasília, “Capital da Esperança”, fundada em 1960 onde se decide descobrir um Brasil novo a cada dia.

O PL 4330 tem salvação na própria Câmara dos Deputados, bastando vingar o acolhimento de alguns destaques, apresentados por partidos contrários ao texto do Deputado Arthur Maia. 

Tais alterações restringem a terceirização para as atividades-meio, e impõem aos tomadores e fornecedores de mão-de-obra a responsabilidade direta pelos créditos devidos aos trabalhadores (responsabilidade solidária).

Se nada mudar no PL 4330 por obra dos Deputados da Câmara Federal na “Casa do Povo”, vamos olhar e esperar a atuação dos nossos Senadores. Lembramos que ainda existe a caneta do veto republicano nas mãos da Presidente do Brasil para riscar um Projeto de Terceirização contrário ao interesse público e inconstitucional.

E   vingando o PL 4330 com mera oferta de espelhos e roupas coloridas, vamos ao menos cantar, quem sabe no próximo 1º de Maio: “Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos, Só pode exaltar.” (Canção do Tamoio, Gonçalves Dias).

* É presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho de Alagoas


 


 
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Excelente artigo! A terceirização na forma do PL será muito ruim pra todos os trabalhadores!
Amélia Cavalcante
Maceió
Servidora Publica
 
Excelente artigo, contra o mau da terceirização.
Amelia Cavalcante
Maceió, Alagoas Brasil
Funcionária Pública
 
 
Quarta-feira, 22/4/2015 - 07h30
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Cadeirantes pedem apoio ao MP para fiscalizar lojistas de Maceió

Maikel Marques
marques.jornalista@gmail.com

Grupo de dez cadeirantes reúne-se, quinta-feira, às 15h, em Maceió, com o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa.

Perdirão apoio para que a Prefeitura fiscalize a adequação de estabelecimentos comerciais às necessidades dos deficientes físicos.

Sabe-se que muitos dos lojistas alagoanos não estão nem aí para o quão sofrida é a vida de quem circula em cadeiras de todas.

Deveriam adequar suas lojas rapidamente. Não custa muita grana construir rampa para acesso de quem está numa cadeira.

Custa?

@maikelmarques

 


 
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Maikel Marques
É jornalista formado (MTB/AL 652) pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Está diretor adjunto de Comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). É vencedor do Prêmio Braskem de Jornalismo 2013, na categoria Assessoria de Imprensa. Foi assessor de imprensa da Presidência do TJ, entre 2011 e 2012, e assessor de imprensa da Corregedoria Geral do TJ, entre 2009 e 2011. Esteve autor da coluna Integração entre 2003 e maio de 2014. Está repórter de Cidades /Economia, na mesma empresa em que esteve editor executivo de Cidades, entre 2008 e 2010. Exerceu a Chefia de Reportagem da Gazeta de Alagoas (Sucursal Arapiraca), entre 2000 e 2008. Em 2005, venceu o Prêmio Banco do Brasil/Petrobras de Jornalismo, na categoria Reportagem..
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